Estatística Prática para Oncologistas · Capítulo 16

Passos básicos para a leitura crítica de artigos

Traduzir o hazard ratio em benefício absoluto para o seu paciente e percorrer, passo a passo, o roteiro de leitura crítica do capítulo.

O mesmo HR, benefícios absolutos diferentes

Fixe um hazard ratio (HR) e mude o prognóstico do grupo controle: veja quanto a diferença absoluta de sobrevida e o número necessário para tratar (NNT) mudam com o mesmo efeito relativo.

Mensagem-chave. Antes de mudar conduta, traduza o HR em benefício absoluto para o perfil do seu paciente: o mesmo HR pode significar NNT de 50 ou de 6.

Dados simulados para fins didáticos. Premissas: riscos proporcionais, de modo que Stratado(t) = Scontrole(t)HR (válido para qualquer forma de curva). As curvas desenhadas e o ganho na mediana assumem, além disso, sobrevida exponencial (risco constante): só nesse caso medianatratado = medianacontrole / HR. Fora da exponencial, o HR não é a razão das medianas. NNT = 1 / diferença absoluta no horizonte escolhido, arredondado para cima.

Checklist de leitura crítica

Escolha o tipo de estudo, responda aos dez passos do roteiro do capítulo e veja onde a evidência é frágil — um perfil por domínio, não uma nota única.

Perfil por domínio

Pontos críticos

Rascunho da conclusão clínica honesta (Passo 10)

Mensagem-chave. Ler criticamente é percorrer uma sequência fixa de perguntas; um único “Não” em desenho ou desfecho primário pesa mais que qualquer p-valor.

Instrumento didático, não escore validado. Respostas ficam salvas apenas neste navegador (localStorage), quando disponível. A frase de conclusão converte HR em diferença absoluta assumindo riscos proporcionais (Stratado = ScontroleHR) e aplica os limites do IC do HR à mesma sobrevida do controle; ela não substitui a leitura das curvas e tabelas do artigo.